20-11-2013

Review dos novos X10.

Há alguns anos tenho o privilégio de ser convidado a testar alguns protótipos de lançamentos da Orion Cymbals.
Muito além de um produto, ações como esta refletem a real preocupação da marca em atender às reais expectativas de músicos e artistas brasileiros, criando uma identidade própria; uma alma; uma conexão com a essência de cada um que tocar neste instrumento.
Pensando nisso (e principalmente por já ter participado dos testes de quase todos os pratos da série X-10 desde sua concepção), recebi os protótipos do novo Ride “Impact” de 21″, do novo Crash de 18″ (que passou por uma revisão em seu conceito sonoro), do novo Hi-hat de 14″ e dos novos China e Crash, ambos de 20″ (Lembrando que também foi lançado um China de 18″ para a série X-10!)Vamos aos pratos:

- Sobre o Hi-hat de 14″:
Sempre tive dois Hi-hats em meu setup e o X-10 de 15″ sempre foi meu chimbal auxiliar, ficando à minha direita semiaberto.
Ao receber o protótipo do novo Hi-hat de 14″ e colocando-o para trabalhar junto com os demais pratos do meu setup (principalmente em combinação com o -10 de 15″), tive a impressão de que ele havia “nascido para estar lá”.
O prato apresentou boa definição e volume de “choke”, quando acionado com o pé, bom volume quando tocado com a ponta da baqueta no corpo, apresentando definição e frequências médias – que garantem bom volume e estas frequências se repetem quando o prato é tocado aberto.
As cúpulas do prato se equivalem harmonicamente, apresentando um intervalo que não gera cancelamento de fases, ou seja: não interfere no campo harmônico (comparando entre “Top” e “Bottom”)  e nem com qualquer outro prato do meu setup. Isso se deve principalmente ao projeto de construção do prato, onde a variação de tamanho e concavidade das cúpulas mantem sua sonoridade diferente dos demais pratos. O volume, tanto fechado quanto aberto vem com facilidade, mas as frequências médias ainda se sobressaem.
Ao contrário de um prato essencialmente para quem toca pesado, como é a proposta da série X-10, achei este Hi-hat muito versátil e quando exigido, vem com o volume característico da série. Foi outra excelente surpresa para mim. Definitivamente é um Hi-hat que mostrou a que veio: Um prato que aguenta “pressão”, sendo ao mesmo tempo “chique” e “agressivo”.

- Sobre o Crash de 18″:
Mesmo sendo uma medida já existente na série, após a reformulação em seu conceito de fabricação este prato ganhou uma identidade que o torna um prato essencial ao setup de bateristas que qualquer estilo!
Com um centro harmônico que o aproximou ainda mais dos seus “irmãos” de 17″, 19″ e 20″, este crash hoje ganhou o papel de “meu crash principal”.
É um prato que tem a explosão característica dos demais pratos da série X-10, mas com uma sutileza única quando tocado nas bordas de forma mais suave. Busquei sons de efeito usando “mallets” e fiquei ainda mais surpreso com a resposta do prato, que “cresceu” gradativamente de uma forma muito agradável aos ouvidos.
Depois fiz uma linha mais “Pop” usando este crash combinado com o de 17″ e depois fui “pesando” mais, combinando seu som com o de 19″ e 20″. O resultado foi muito além da expectativa e define o conceito de que um prato não é só um acessório da bateria, mas um instrumento em sua totalidade.
- Sobre o Crash de 20″:
Há tempos venho “aumentando” o tamanho dos meus pratos e isso tem influenciado em um aspecto muito positivo na durabilidade dos pratos, devido à projeção sonora de cada um eter nas mãos este crash de 20″ confirmou essa minha teoria.
Como mencionei anteriormente, tive a chance de levar estes protótipos para a estrada e em um dos shows da tour da minha banda, pedi ao técnico para que fizesse uma gravação na passagem de som e no show, para que eu pudesse comparar o “comportamento” deste prato (juntamente com o novo Crash de 18″).
Fui misturando os pratos no meu setup, que originalmente já conta com Crashes X10 de 17″, 18 e 19″ e o resultado foi excelente!
A melhor combinação que encontrei entre estes novos pratos foi justamente quando “aumentei” o tamanho de todos eles e fiquei com os crashes de 18″, 19″ e 20″.
O crash de 20″, como já era esperado, apresentou excelente volume de ataque e um sustain controlado – Tudo a ver com os demais pratos X10.
Quando usei para conduzir, substituiu perfeitamente – e até de forma melhor – o de 19″, que usava para esta finalidade.
Como se tratava de um teste, resolvi explorar o prato em situações extremas de uso e o usei para conduzir continuamente durante um bom tempo, variando apenas a região da baqueta. Fiquei muito surpreso, pois ele apresentou um equilíbrio espetacular e por ser um prato de diâmetro maior, quando requerido, apresenta controle e volume nas conduções e excelente definição de “explosão” no ataque.
Acho importante mencionar que usei o prato a uma inclinação na estante de aproximadamente 20°. Para os ataques mais fortes, usei a região “neck” da baqueta no corpo do prato e para conduzir, usei a borda do prato. Inclusive, esta é uma dica para aumentar a vida útil do prato!
- Sobre o China de 20″:
Entre vários testes baseados no princípio de “Tentativa, erro e acerto”, o novo china de 20″ foi uma grata surpresa.
Para quem se identificou com os X-10 assim como eu, a falta de um china na série era algo que sempre me vinha à mente.
Durante os testes este prato passou por uma “lapidação” maior até chegar às características sonoras que o tornam um destaque dentro da linha X-10.
Por ser um prato essencialmente de efeito, explorei todas as possibilidades. Toquei com “mallets” (baquetas de feltro), conduzi em várias regiões do prato, fiz uma comparação dos “overtones” do prato para ver se havia alguma frequência que cancelasse o som de outros pratos e confesso que em todo o meu tempo de Orion, nunca havia tido contato com um prato com tanto volume. Mais um ponto para a série X-10!
- Sobre o Ride de 21″:
De fato, trata-se de um prato com “Personalidade”. Não tem nada a ver com os rides da série “Unique”, que vinha usando nos últimos anos, tanto ao vivo (Impact Ride 21″) quanto em estúdio (Balance Ride 21″).
Senti que este prato é totalmente equivalente ao restante da série e cumpre de forma supreendente o seu papel.
Apresentou volume satisfatório, controle de frequências de “ping” e bom som de cúpula, sem batimento de harmônicos ou “overtones”.
Toquei muito com o prato. Levei para a estrada, gravei estilos como o Hard Rock, Hardcore e Metal, onde as conduções são mais rápidas e precisam de maior definição tanto de “ping” quanto de cúpula.
Quando tocado nas bordas, o prato abre bem quando exigido – Mesmo não sendo esta a característica de pratos mais espessos e grandes, como este ride de 21″. Esta característica torna este prato uma excelente alternativa para quem buscava uma condução mais pesada, mas não queria ir para os “mega bells” – característica impressa pelos bateristas de metal e rock progressivo.
Resumindo, este Ride se resolve na hora do “Play”. Gostei muito!
Um review feito por: Robson Caffé.