28-01-2015

Você sabe qual a diferença que existe entre as ligas?

Muita gente se confunde um bocado quando o tema é liga para fabricação de pratos de bateria.
O assunto realmente não é assim tão simples pra quem não tem tanta familiaridade ou para aqueles que focam em outros elementos muito importantes na composição de sua bateria.
Algumas pessoas acreditam que “tal” liga é melhor que “aquela” ou ainda em lendas sobre esse ou aquele modelo de determinada marca.
Tudo isso faz parte da mágica em torno do instrumento e da música onde ele foi aplicado, isso muitas vezes nos inspira e orienta boa parte de nossas vidas. Porém, melhor do que viver de fábulas e lendas é conhecera parte técnica e entender o porque algumas lendas se tornam tão presentes.
Quando falamos em ligas nos referimos à matéria prima da qual os pratos são desenvolvidos.
As principais são: Latão, B8, B10 e B20.
Muita gente acaba discriminando este ou aquele prato ou por apresentarem um número maior ou menor em sua representação gráfica.
À exceção do Latão que tem características sonoras bastante limitadas, os pratos em bronze B8, B10 ou B20 pode ser classificados em relação à sua sensibilidade.
A medida que o número a direita aumenta maior a sensibilidade, por exemplo:
Pratos produzidos em B8 tendenciam a ter uma resistência maior que os pratos em B20, por isso se vc tem uma pegada forte e usa baquetas pesadas pode ser mais interessante usar pratos em B8 ou B10 sendo a segunda ligeiramente mais sensível e revelando nuances sonoras mais difíceis de se extrair da primeira em condições mais controladas como em estúdios e ambiente controlados como teatros ou salas de shows com bons equipamentos de captação e reprodução.
Pratos em B20 são interessantes para músicos que trabalham com dinâmicas variáveis em ambientes que exigem técnica e controle.
Faz-se importante notar que não se tratam desse ou daquele ser o “melhor”, estamos nos referindo a um leque de opções onde vc pode encontrar o prato que melhor se adequa às sua necessidades e expectativas.
(Foto por: Bruno Polengo)