Convidamos o incrível Ricardo Scarton para falar sobre o prato certo para cada estilo musical. Confira:
Quando comecei a tocar, eu achava que escolher os pratos era apenas uma questão de gosto, tipo: “esse som é bonito, vou levar!”.
Com o tempo, vêm as experiências, e você acaba entendendo que o gênero musical muda completamente o que a gente precisa de um prato, tanto no palco quanto em estúdio. O estilo dita o ataque, o volume, o brilho…
O prato certo não é só uma peça do kit , ele é parte da identidade sonora do trabalho que o baterista está construindo.
Então, com base nas minhas experiências, vou compartilhar com vocês as minhas escolhas pra cada estilo musical, segundo os setups que possuo atualmente.
Rock / Metal e suas vertentes…
Eu uso os X10 em medidas grandes, como crashes de 18”, 19” e 20”, e chimbal de 15”, pois esses estilos pedem presença: crashes poderosos, rides definidos, chinas que explodem e secam rápido. Além disso, são pratos com resistência e durabilidade, perfeitos para ambientes maiores ou com boa acústica.
Pop Rock / Pop / Funk / Sertanejo
Eu uso e recomendo as linhas Groove X / REV10 / WS e MS com medidas mais padrão como Crashs de 17” e 18”, Ride 20” e Chimbal 14”. Então quando o groove e o controle de volume são o foco, o prato tem que ser equilibrado. Nem de mais, nem de menos! São perfeitos pra quem toca de tudo, principalmente bandas de baile ou para quem está pelos bares e pubs, onde há uma restrição na altura dos volumes… são pratos com timbres modernos e versáteis.
MPB / Samba / Disco Music
Eu particularmente gosto muito da linha WS pois pedem leveza, sensibilidade e timbre mais refinado. Com destaque pro chimbal 14” Flex Hat e o Splash 10”.
Gospel / Worship
Quando gravo esse estilo, uso a linha BEX, pra quem precisa daquele preenchimento com volume e crasheando sem deixar de lado a sonoridade refinada …o Dry Crash 22” e o Fat Hat 16” caem como uma luva!
Muitas das igrejas hoje em dia possuem aquele aquário acústico, então não tem limite pra sua pegada nesses pratos.
O segredo é testar!
Cada estilo pede um som e cada baterista tem o seu jeito de tocar. O segredo é testar, ouvir e deixar que o seu som flua.
Como exemplo, em 2008 eu gravei um DVD sertanejo (Edson e Hudson) com um set de Crashs RAGE BASS que era considerado uma linha mais pro rock pesado e caiu super bem naquele trabalho.
Qualquer dúvida, posso te ajudar pessoalmente pelo Instagram @ricardopitchu.
Grande abraço pessoal!
Ricardo ‘Pitchú’ Scarton
