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Confira a entrevista com a Pri Hilário, integrante das Hi Hat Girls

Confira a entrevista com a Pri Hilário, integrante das Hi Hat Girls

Conheça um pouco sobre a trajetória e história de uma das professoras do projeto Hi Hat Girls

Idealizadora de projetos para o afrobeat e com um toque revolucionário, Priscila Hilário entrou para valer no ramo da música aos quatorze anos e após ganhar sua primeira bateria, entrou no Conservatório Musical de Guarulhos.

Funmilayo Afrobeat

Após ganhar experiência e evoluir no comando da bateria, Priscila ingressou em um projeto importante no qual formou uma banda de afrobeat. Formado apenas por pessoas pretas, o Funmilayo Afrobeat tem a intenção de acenar para a inclusão na música. A banda inclusive já lançou seu primeiro single chamado “Negração” que gerou grande impacto no meio musical.

Inspirações

Assim como todo músico, Priscila obtém algumas inspirações na música, como a baterista de sucesso Cindy Blackman. Com uma carreira vasta, Cindy obtém projetos solos de sucesso, além de participação na banda do guitarrista Lenny Kravitz e na banda do guitarrista Carlos Santana.

Além de Cindy, Priscila se inspira também em Tony Allen, um baterista renomado e um dos criadores do estilo afrobeat. Allen obteve grande sucesso tocando na banda África 70, além da participação no projeto The Good, The Bad e The Queen.

Hi Hat Girls

Pri é professora do projeto Hi Hat Girls desde 2019. Com início em 2012, o projeto obtém a intenção de incentivar as mulheres a tocar bateria. Com oficinas de bateria espalhadas por 7 estados do Brasil, Pri viaja com o grupo para ensinar a como tocar bateria.

Confira a entrevista completa com a Pri Hilário:

  1. Conta pra gente, quando você começou a tocar bateria?

Aos quatorze anos, depois de anos implorando, ganhei uma bateria. Então um mês depois eu entrei no Conservatório Musical de Guarulhos para ter aulas de bateria e teoria musical, estudei lá por quatro anos.

  1. Quem são suas inspirações na batera?

Cindy Blackman, a minha primeira referência de mulher na bateria. Começou no ano 2005 quando ela saiu na capa da Revista Batera de abril. Tony Allen, idealizador do afrobeat. Taylor Gordon, que conheci a pouco tempo no instaram, mas já amo. Cris Adler, único batera de metal que sobrou da minha adolescência. 

  1. Quando você entrou no Hi Hat? E como foi?

Em junho 2019, através de uma amiga em comum, Julie me chamou para participar de um evento da Hi Hat e desde então participo de tudo que posso. Adoro ministrar as oficinas, são tantas expectativas e a alegria imensa de ver uma sala com tanta mulher interessada num instrumento que há pouco tempo atrás era tão pouco difundido entre nós. A iniciativa de ter um coletivo para mulheres/meninas bateras é perfeita pra mostrarmos que mulher pode sim ser baterista profissional, que todo estereótipo de ser um instrumento dito como masculino é falso e que a possibilidade existe sim, para todos. 

  1. Como você se sente após cada Oficina ministrada?

É muita alegria, ver uma sala cheia de meninas ou mulheres que conheceram uma nova profissão ou um novo hobby. Mesmo que não sigam adiante com a carreira de baterista, saber que existe a possibilidade é o essencial. Ter a informação é o primeiro passo pra se construir qualquer coisa, e é isso que eu amo na Hi Hat Girls. Levar a informação para o máximo de pessoas que conseguimos.

  1. Você tem uma banda? Se sim, conta pra gente um pouquinho sobre ela!

Sim, a Funmilayo Afrobeat Orquestra. É uma banda formada por 12 pessoas pretas, entre mulheres e pessoas não-binárias. Levamos na nossa música a luta diária de ser uma pessoa preta periférica com músicas instrumentais e canções. Também toco No Bloco Rua Beat que é um bloco que tem como carro chefe o samba rock e homenageia os bailes nostalgia de sampa. 

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