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Confira a entrevista com Cynthia Tsai, integrante das Hit Hat Girls

Cynthia Tsai: Conheça um pouco sobre a trajetória e história de umas das professoras do projeto Hit Hat Girls

Com uma carreira com participações em muitas bandas, Cynthia Tsai entrou para o ramo das baterias aos doze anos, quando iniciou suas aulas de bateria e pouco tempo depois adquiriu seu próprio instrumento.

Scatha

Após ganhar experiência no mundo musical, Cynthia entrou para um projeto de formação da banda Scatha. Formado apenas por mulheres, a banda possuía uma pegada enérgica e tocava músicas no estilo metal. Com o tempo, foram conquistando notoriedade no cenário do metal brasileiro, trazendo muita revolução e som de qualidade. A banda inclusive lançou um álbum que trouxe impacto no mundo musical intitulado “Debut”.

Cynthia Tsai: Inspirações

Assim como todo músico, Cynthia possui suas inspirações musicais, como Vera Figueiredo. Com uma carreira longa e de respeito, Vera possui discos de sucesso e já realizou turnês internacionais. Com toque eclético, a artista tem grande influência no mundo musical e já fez parcerias com diversos artistas de peso, como o famoso pianista Arismar do Espírito Santo e o baterista internacional Virgil Donati.

Além de Vera, Cynthia se inspira também em Carter Beauford, baterista famoso e conhecido pela sua técnica afinada, Carter possui uma carreira consolidada e é membro da banda internacional de sucesso Dave Matthews Band.

Hi Hat Girls

Cynthia participa do Hit Hat Girls desde o início. O projeto, que iniciou como uma revista online de bateria e tem como objetivo inspirar mulheres a entrarem para o mundo da música. A iniciativa se transformou ao longo do tempo em aula prática, e hoje em dia leva conhecimento e inspiração para as mulheres ao redor do país.

Confira a entrevista completa com a Cynthia Tsai:

  1. Conta pra gente, quando você começou a tocar bateria?

R: Comecei a tocar bateria com 12 anos. Nessa idade eu já tinha tocado teclado, violão, gaita… quando decidi tocar bateria meus pais não curtiram muito não, mas acabei conseguindo convencer eles. Dei aulas de inglês pra pagar minhas primeiras aulas de bateria e dar entrada no meu primeiro instrumento (uma batera BNB vermelha!). Sempre tive banda, no geral eram de rock, pop, metal…

  1. Quem são suas inspirações na batera?

R: As primeiras pessoas que passam na minha mente são meus professores, Alexandre Diniz e Leonardo Pagani. Logo em seguida amigas e amigos, como a Julie Souza (idealizadora do Hihat Girls), Talita Pereira, Lary Durante, Nathalia…Por fim temos os “famosos”, Vera Figueiredo, Carter Beauford, Gavin Harrison, Jukka Nevalainen…

  1. Quando você entrou no Hi Hat? E como foi?

R: Sou antiga no projeto! Lembro quando a Julie me chamou e falou que estava pensando em fazer um projeto pra incentivar as meninas a tocarem bateria, na época seria uma revista virtual e perguntou se eu ajudaria ela nessa ideia. E é CLARO que eu disse sim! No início fazíamos lista de lojas de instrumentos, exercícios, entrevistávamos as mulheres bateristas que conhecíamos, falávamos do instrumento. Até que um dia a Julie comentou sobre fazer oficinas de bateria, e mais uma vez, achei o máximo!

Fomos amadurecendo a ideia de como seriam as oficinas, onde, quando, quem participar e quando me dei conta, estávamos no Motim realizando a primeira oficina de bateria para garotas e mulheres no Rio de Janeiro! Desde então foi só amor, cada sorriso no rosto das nossas participantes, cada depoimento, cada agradecimento, foi combustível para continuarmos expandindo mais e mais o projeto. Hoje posso dizer que o HHG além de me trazer inspirações, alunas e amigas, também trouxe irmãs pra minha vida.

  1. Como você se sente após cada Oficina ministrada?

R: É uma sensação de alegria instantânea. Geralmente saio super morta das oficinas, porque a animação é tanta que eu fico pulando e correndo igual uma doida pelo estúdio! Não tem coisa melhor do que ver as mulheres e meninas se sentindo capazes, realizadas, fortes. Muitas vezes recebemos relatos de mulheres que tinham o sonho de tocar bateria, e nunca tiveram essa oportunidade, ou que “os caras da banda” nunca deixaram elas tentarem tocar bateria, ou “os namorados” falavam que não tinha “nada a ver elas tocarem” … coisas assim. E ter essas mesmas mulheres interessadas em fazer aula de bateria depois das oficinas…é um sinal de que estamos fazendo a coisa certa! Essa é a sensação…de que estamos fazendo a coisa certa!

  1. Você tem uma banda? Se sim, conta pra gente um pouquinho sobre ela!

R: Sim! Atualmente estou tocando com a Little Room. A Little Room é uma banda carioca de indiepop/emo/garagerock. Teve o início das suas atividades em 2015, com os irmãos Ana Julia e Gabriel Braga, lançando seu EP de estreia em janeiro de 2018. O EP possui 4 faixas, com sonoridade intrigantemente familiar, que coloca fortes influências dos anos 90/2000 dentro dos moldes atuais. Foi registrado no Estúdio Superfuzz, tendo sua mixagem por Gabriel Arbex (E a terra nunca me pareceu tão distante, Menores Atos, Filtra).

Agora um quarteto, com a chegada de Léo Lemos (baixo) e Cynthia Tsai (bateria), a banda realizou uma mini tour de despedida do EP, e já prepara o próximo trabalho, primeiro álbum completo, que será lançado pelo selo Sagitta Records ainda em 2021.

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